Presa e Predador

Autor: Gordon Reece

Título Original: Mice

Ano de Publicação: 2010

Editora Portuguesa: Saída de Emergência

Editora Original: Mande

Nº de páginas: 240

Sinopse: Shelley e a sua mãe já sofreram a sua dose de ameaças e violência. Quase morta por um trio de agressores na escola, e ainda fragilizada pelo humilhante divórcio dos pais, a jovem encontrou refúgio com a mãe num retiro sossegado no campo.
Os problemas parecem ter terminado e nada lhes dá mais prazer do que saborear uma vida segura em torno de livros, jardinagem, chocolate quente e música à lareira. Mas na véspera do seu aniversário, um visitante perturba a paz da mãe e filha e algo em Shelley rebenta.
O que era um idílio transforma-se numa história de medo, lealdade familiar e luta pela segurança, mesmo que implique quebrar todas as convenções morais. O que está certo ou errado quando a sobrevivência está em jogo? Quando é que a presa se transforma em predador?

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Gordon Reece

Opinião:  Gordon Reece é um escritor e ilustrador que nasceu em Inglaterra em 1963, mas está sediado de momento na Austrália. Com 16 livros publicados, maior parte para crianças,  Presa e Predador estreia-se como o seu primeiro thriller e suspense para jovens adultos.

Este foi o único livro que li do autor, mas devo dizer que me surpreendeu, pois o livro foi uma caixinha de surpresas por  não se revelar nada do que estava à espera.  Parece mau o que estou a dizer, mas não! Adorei o livro! 240 páginas que se leram num ápice!

Desde das memórias de sobre os atos horrendos de colegas das escola, do divórcio marcante que afetou a mãe  até ao abandono do pai, Shelley  revelou ser um saco de emoções prestes a rasgar-se e a mudar o seu mundo e da sua mãe para sempre. Identifiquei-me imenso com Shelley, que preferia se culpar a si  pelos atos de outros, sofrer em silêncio e evitar pedir ajudar.

Shelley e a mãe acabam por descobrir que, embora escondidas numa nova casa, por vezes a segurança que sentem fechadas naquela distante casa pode pô-las na mira de outros perigos. O próprio leitor pode ser induzido pelas lembranças de Shelley pelos ataques sofridos na escola ou episódios familiares que será o passado a bater à porta para as atormentar. Contudo, não é o passado que lhe bate à porta, mas sim uma surpresa noturna que o futuro guardou para ambas. E num espaço de horas, o que podia ser um assalto assustador sem complicações toma proporções inesperadas quando o saco de emoções de Shelley se rasga e ela, inundada pelo dilúvio desconcertante das emoções, toma uma atitude que vai mudar o rumo da sua vida e da sua mãe.

Este livro surpreendeu-me mesmo muito e espero que Gordon Reece pretenda escrever mais livros do género.

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Mark Presley.

Fome de Fogo #2

Autor: Erik Axl Sund

Trilogia: As Faces de Victoria Bergman

Título Original: Hungerelden

Ano de Publicação: 2011

Editora Portuguesa: Bertrand Editora

Editora Original: Solomonsson Agency

Nº de páginas: 416

Sinopse: Os esforços de Jeanette Kihlberg para solucionar os casos dos meninos mortos são cerceados quando um homem de negócios é assassinado em Estocolmo, naquilo que parece ser uma morte ritualística. Alguns pormenores sugerem um ato de vingança. Mas vingança de quê?
Entretanto, Jeanette continua à procura da desaparecida Victoria Bergman e as suas investigações levam-na a um colégio interno de elite, bem como à Dinamarca e a acontecimentos do seu próprio passado. Por seu turno, a psicoterapeuta Sofia Zetterlund tenta encontrar-se a si própria. À semelhança do primeiro livro desta trilogia, somos confrontados com voltas e reviravoltas e um final absolutamente inesperado.

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Erik Axl Sund

Opinião: Erik Axl Sund corresponde ao pseudónimo de dois autores suecos Jerker Erikson e Håkan Axlander Sundquist, autores da trilogia As Faces de Victoria Bergman, romances negros e distorcidos, por vezes até tão macabros com as suas descrições perturbadores e másculas da mente do ser humano e o seu lado mais obscuro.

Depois de imensos anos, finalmente tive a oportunidade de ler o segundo livro que dá seguimento à história de Jeanette, Sofia e Victoria, que terminou no primeiro livro, A Rapariga Corvo, de forma abrupta e inesperada, deixando o leitor quase confuso.

Este segundo livro inicia-se momentos após o fim do primeiro livro, revelando que o que eu pensava que iria ser momento trágico para a própria Jeanette, termina por se resolver de forma suave e mais uma vez Victoria/Sofia escapam entre os dedos de Jenneate.

Enquanto Jeanette continua a investigar a morte das crianças ilegais e vai encontrado ligações entre os horrorosos homicidios que assolam Estocolmo, existe só um nome que a sua intuição grita que irá ajudar-lhe a resolver este caso :Victoria Bergman, mal sabendo que a pessoa que procura é a mesma com quem partilha a sua intimicidade.

Neste livro, dá-mos entrada num mundo mais “psiquiátrico”. Assistimos à luta de Sofia em conseguir tréguas com o seu outro Eu, à medida que vamos explorando o passado de Victoria e compreendendo as mudanças de personalidade em Victoria e a divisão de uma mente brilhante em duas tão opostas, destroçada por uma educação marcada por um pai abusador e violações. À medida que o cerco se aperta à volta de Victoria, e Jeanette intensifica a sua investigação privada e pessoal, para encontrá-la, Sofia tenta encontrar e estabelecer medidas para conviver com Victoria e intregá-la como um todo, explorando a sua mente à procura de respostas para definir-se, ao mesmo tempo que os seus lapsos no tempo acontecem mais frequentemente e se vê perdida entre contar toda a verdade a Jeanette ou manter tudo em segredo, mesmo que isso implique ceder aos impulsos de Victoria.

Embora mais calmo que o primeiro, foi com um enorme prazer que dei continuidade à leitura desta trilogia. Os autores, na sua escrita máscula, escrupulosamente descritiva e macabra, envolvem-nos neste mundo de temas perturbadores que nos fazem ficar agarrados ao livro, ao mesmo tempo que só o queremos fechar depois de acabarmos um capítulo de cenas e descrições perturbadoras para uma pessoa sã (que não o sou!).

Não recomendo este livro a quem gosta de ver o mundo pintado de rosa e salpicado de pós de fadas ou a pessoas sensíveis a temas pesados ou relacionados a doença mental e pedofilia e homicídios. Contudo, para quem gosta de um bom romance de ficção policial, aqui encontram uma excelente conjugação.

Próximo livro da trilogia: As Instruções da Pitonisa ( Trilogia as Faces de Victoria Bergman #3).

Outros livros que li dos autores: A Rapariga Corvo (As Faces de Victoria Bergman #1).

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Mark Presley.