Na Sombra da Paixão #11

Autor: J. R. Ward

Saga: Irmandade da Adaga Negra

Título Original: Lover at Last

Ano de Publicação: 2013

Editora Portuguesa: Casa das Letras

Editora Original: New American Library

Nº de páginas: 712

Sinopse: Qhuinn, filho de ninguém, habituou-se a estar por sua conta. Expulso da linhagem e rejeitado pela aristocracia, encontrou finalmente uma identidade como um dos mais impressionantes combatentes na guerra contra a Sociedade dos Minguantes. Contudo, a sua vida não está completa. Mesmo perante a perspetiva de vir a ter a sua própria família, sente-se vazio por dentro e entregou o coração a outra causa…
Depois de anos de amor não correspondido, Blay ultrapassou os sentimentos por Qhuinn. E já não era sem tempo: o macho encontrou a parceira perfeita numa fêmea Escolhida, e vão ter um filho – aquilo que Qhuinn sempre quis. É difícil imaginá-los como casal, mas quando se constrói uma vida em torno de um sonho vão, o sofrimento está sempre ao virar da esquina. Algo que o guerreiro aprendeu por si próprio.
O destino parece ter levado os dois vampiros soldados por caminhos diferentes, mas com o recrudescer da batalha pelo trono, e com novos atores em cena em Caldwell a criarem mais riscos para a Irmandade, Qhuinn acaba por descobrir a verdadeira definição de coragem e dois corações que devem ficar juntos acabam por fim por se tornar num só.

J. R. Ward – Ediciones Pàmies
J. R. Ward

Opinião: Formada em Direito, J. R. Ward vive no sul dos Estados Unidos da América com o seu marido, onde escreve os seus livros que nos oferecem tantas horas de imenso prazer em forma de letras (muito prazer).

Na Sombra da Paixão é o 11ºlivro da saga Irmandade da Adaga Negra que já conta com 17 livros e em Portugal já foram editados 16 livros.  A saga já conta também com um “spin-off” , Black Dagger Legacy, que já conta com 4 livros, mas nenhum ainda editado em Portugal. Esta saga conta a história de uma batalha entre vampiros, criados por Virgem Escrivã, e Minguantes, uma extensão de uma força obscura e antagónica de Virgem Escrivã, Ómega.  Cada livro conta a história de um casal diferente, dá-nos acesso à evolução dos casais formados em livros anteriores, oferece capítulos com o início da história dos próximos casais como ainda o decorrer da guerra com altos e baixos.

Neste 11º livro é a vez da história de Blay e Qhuinn, dois melhores amigos que surgiram logo nos primeiros livros desta saga. Este é o primeiro relacionamento homossexual e estava muito curioso para ler como a autora iria desenvolver esta história que nos últimos livros atingiu uma tensão intoxicante e sexualmente poderosa. Para mim, o maior foco foi Qhinn, quem a luta contra o preconceito e sentimentos em relação a Blay o torturam ao longo das páginas. Este último resolveu batalhar contra o que sentia por Quinn e tentar não magoar-se ainda mais. A falta de comunicação entre os dois deixou-me diversas vezes com vontade de gritar para as páginas, pois bastaria Blay abrir a boca mais cedo para ele e Quinn terem o seu final feliz logo a meio do livro. Como disse, Quinn foi o foco por ser aquele que teve de passar por maior transformação, além de lidar com a gravidez problemática de Layla e o surgimento de alguém que jurava morto que os Minguantes mantinham escondido. Adorei o facto de ter acesso às raízes de Blay, neste caso os seus pais, personagens acolhedores e empáticas.

Neste livro a guerra contra a Sociedade dos Minguantes continua, com um novo Minguante Mor mais astuto e esperto que os antecessores. Algo me diz que este Minguante vai trazer muitos problemas.  O Bando dos Bastardos continua nas suas caças pela noite e a esperar uma retaliação da Irmandade após o atentado a Wrath. Certos capítulo temos acesso a Xcor, Chefe dos Bastardos, e a sua história com Layla. Sem dúvida que há um livro com estes dois ( A Escolhida #15) e estou desejoso de o ler , pois Layla e Xcor estão em frentes diferentes da guerra entre a Irmandade e o Bando dos Bastardos, respetivamente. Uma relação entre ambos criará muitos momentos explosivos nesta saga, ainda por cima estando Layla grávida de Quinn.

Alguns capítulos retornam à prespetiva de Wrath, o Rei Cego, protagonista do primeiro volume da saga (Na Sombra da Noite#1). Leis a serem alteradas, uma  aristrocracia insatisfeita com o reinado do Rei, traições. Por alguma razão o seguinte livro da saga (O Rei #12) retoma a história de Wrath e Beth. Muitos capítulos são dispensados para introduzir os irmãos Trez e iAm que também tem um livro para si (Os Sombras #14). São apresentados neste livro, Assail e Sola, personagens que inicialmente me deixaram um pouco à deriva qual o seu papel na história. Assail assumiu-se como o novo controlador no mundo do crime após a partida de Revhenge (Na Sombra da Vingança #7) e Sola é uma espia contratada para o espiar. A tensão sexual é rápida desde do primeiro encontro de ambos e ja tem um livro só para si (A Ladra #16), além de Assail coloca em prática um plano ardiloso e perigoso para enriquecer ao aceitar ser o fornecedor de drogas do novo Minguante Mor e ainda recusar-se estar presente na Assembleia após o atentado contra Wrath na sua propriedade.

É um livro que tem a história principal de Blay e Qhuinn e ao mesmo tempo muitas outras histórias paralelas a serem desenvolvidas e a ampliar mais o mundo desta saga. O facto de existir imensa história por vezes, mais no ínicio da leitura, fez-me ficar um pouco confuso e quase que roubava o protagonismo das personagens principais. Quase.

O estilo da autora permanece o mesmo atraindo-nos para este universo de tensão, perigo, sexo, paixão e sofrimento. Continua a ser das minhas sagas favoritas e são de leitura obrigatória para mim, embora tão caros! Ward começou a alargar o mundo da Irmandade, desde que introduziu o Bando dos Bastardos, para dar continuidade à saga (penso eu).

Desde batalhas, cenas sexuais de revirar os olhos e descrições cruas, este livro, assim como toda a saga vale a pena ler diversas vezes até os vossos olhos saltarem. Recomendo! E muito!

Próximo Livro da saga: O Rei (IAN #12).

Outros livros que li da autora: Na Sombra da Noite (Irmandade da Adaga Negra #1); Na Sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra #2); Na Sombra do Pecado (Irmandade da Adaga Negra #3); Na Sombra do Desejo (IAN #4); Na Sombra do Sonho (IAN #5); Na Sombra do Amor (IAN #6); Na Sombra da Vingança (IAN #7); Na Sombra do Destino (IAN #8); Na Sombra do Perigo (IAN #9); Na Sombra da Vida (IAN #10); O Rei (IAN #12); Os Sombras (IAN #13); A Besta (IAN #14).

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Mark Presley.

Anjos e Demónios #1

Autor: Dan Brown

Saga: Robert Langdon

Título Original: Angels and Demons

Ano de Publicação: 2000

Editora Portuguesa: Bertrand Editora

Editora Original: Transworld Publishers

Nº de páginas: 688

Sinopse: Quando um famoso cientista do CERN é encontrado brutalmente assassinado, o professor Robert Langdon é chamado para identificar o estranho símbolo gravado no seu peito. A conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminati, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Em Roma, o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa quando se apercebe do rapto de quatro cardeais, ao mesmo tempo que a Guarda Suíça é informada de que uma perigosa arma está na cidade do Vaticano com o propósito de a destruir. Robert Langdon – quem não o conhece? – ajudado desta vez por Victoria Vetra, cientista do CERN, procura desesperadamente a antimatéria no meio das intricadas pistas deixadas pelos Iluminati, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano.

Dan Brown – Wikipédia, a enciclopédia livre
Dan Brown

Opinião: Estava muito curioso para ler algum livro de Dan Brown, já que a fama o segue. Por isso, resisti em ver não ver os filmes e lá consegui comprar alguns livros de Brown por um preço razoável. Pela pesquisa que fiz, Anjos e Demónios dá início a esta saga com a personagem fictícia, Robert Langdon, professor de simbologia. Contudo, pelo que percebi, qualquer livro pode ser lido, pela ordem que o leitor bem entender, mas pronto eu gosto de seguir a ordem cronológica.

Este livro começa com um homicídio brutal, e toda a história  se desenrola com um toque subtil, mas grotesco, de violência. Envolvendo ciência e tecnologia altamente avançada  e fazendo vacilar as bases da religião, Brown transporta-nos de capítulo para capítulo, sugando-nos para a trama. Como o consegue? Este autor é muito inteligente! Primeiro, os capítulo são curtos e parece estar sempre a acontecer algo novo, seja em ação ou informação, quando por vezes passamos quase 20 capítulo sem sair da mesma cena! Segundo, os temas religião e ciência, aparentes inimigos ao longo de toda a História da Humanidade, quando o segundo só desvenda o mistérios da primeira. Terceiro, o facto de o escritor nos fornecer um romance de ação e suspense baseado em factos históricos verídicos (por exemplo, quem são mesmo os Illuminati, o que são?), informações que por vezes ficamos literalmente de boca aberta ao descobrir e nos fazem perguntar “Será isto mesmo verdade? Ficção ou verídico?”.

Após um morte de um cientista e padre no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, localizada na Suíça), Langdon vê-se entrelaçado pelo seu conhecimento acerca de simbologia, numa batalha contra o tempo para descobrir esta tal antimatéria, (consiste no inverso da matéria e as duas não podem coexistir, pois anulam-se uma à outra. O conceito de antimatéria foi proposto pelo físico inglês Paulo Dirac em 1928. Não existe na terra, embora seja considerada uma fonte de energia com 100% de rendimento, ainda não se conseguir produzir) roubada pelos Illuminati. Langdon vai sempre acompanhado pela filha adotiva do cientista assassinado, Victoria Vetra também ela cientista por quem, de forma muito leve, vai criando sentimentos de romance, lutando para encontrar esta arma totalmente destrutiva escondida algures no Vaticano.

Com reviravoltas e um final que remata bem todas as páginas lidas, esta obra lê-se num instante. Surpreendeu-me o gostar tanto das obras do autor, que vai dando aulas de história da ciência e religião e saber usar a verdade ara criar suspenses realmente surpreendentes. Estava um pouco cético, mas curioso, sobra as obras do autor e ainda bem que o li. Recomendo a quem gosta de ciência, religião ou até só mesmo de um bom suspense que nos leva a correr pelas ruas de Roma e pelos corredores do Vaticano.

Trailer do filme: Angels and Demons Movie

Próximo livro da saga: O Código DaVinci (Robert Langdon #2).

Outros livros que li do autor: O Código DaVinci (Robert Langdon #2); O Símbolo Perdido (Robert Langdon #3); Inferno (Robert Langdon #4)

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Mark Presley.