O Código DaVinci #2

Autor: Dan Brown

Saga: Robert Langdon

Título Original: DaVinci Code

Ano de Publicação: 2003

Editora Portuguesa: Bertrand Editora

Editora Original: Transworld Publishers

Nº de páginas: 608

Sinopse: Robert Langdon, conceituado simbologista, está em Paris para fazer uma palestra quando recebe uma notícia inesperada: o velho curador do Louvre foi encontrado morto no museu, e um código indecifrável encontrado junto do cadáver. Na tentativa de decifrar o estranho código, Langdon e uma dotada criptologista francesa, Sophie Neveu, descobrem, estupefactos, uma série de pistas inscritas nas obras de Leonardo da Vinci, que o pintor engenhosamente disfarçou. Tudo se complica quando Langdon descobre uma surpreendente ligação: o falecido curador estava envolvido com o Priorado de Sião, uma sociedade secreta a que tinham pertencido Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Da Vinci, entre outros.

Dan Brown – Wikipédia, a enciclopédia livre
Dan Brown

Opinião: Se havia gostado de Anjos e Demónios (Robert Langdon #1), então ainda mais gostei deste segundo livro com uma nova aventura de Robert Langdon, desta vez a começar na cidade de Paris com a morte estranha do curador do Louvre.

Com Robert como principal suspeito do homicídio, o livro inicia-se com a personagem principal a decifrar os códigos que o velho curador do Louvre deixou para trás antes de morrer. Com a ajuda da neta do curador, Sophie Neveu, Robert percorre o Louvre a decifrar códigos nas obras de Leonardo DaVinci e a tornar-se um fugitico da polícia francesa.

Numa corrida contra o tempo para provar a sua inocência, Robert e Sophie enredam-se na sociedade secreta que o avô da última era membro – Priorado de Sião – que tem como objetivo proteger o segredo sobre o Santo Graal e entre uma guerra entre a mesma sociedade e a Opus Dei – instituição hierárquica preletora da Igreja Católica, que procura difundir a vida cristã no mundo, no trabalho e na família. Com o tempo e cada vez mais pressionados, são obrigados a tentar decifrar o próprio segredo do Santo Graal que leva ambos a recorrer e apelar pela ajuda de um conhecido de Langdon, Leigh Teabing. 

Teabing, historiador e investigador da vida de Jesus Cristo, demonstra ser uma das melhores personagens que Brown construiu nos livros que li dele. Desde do seu fanatismo pela vida de Cristo, e falas a ressoar o sarcasmo, foi das minhas personagens favoritas dos livros de Brown e, talvez, das mais marcantes deste livro.

Mais uma vez, das características que nos prendem mais aos livros de Brown é as suas descrições permenorizadas das situações, locais e factos científicos e históricos. Numa constante, o leitor está sempre a aprender factos históricos verídicos sobre ciência, religião, arte e cultura que a nossa sociedade tenta encobrir e disfarçar.  O tema controvérsio, desta vez com a possibilidade de Cristo ter sido casado com Maria Madalena e ter deixado descendência, obriga o leitor a ficar sempre agarrado às páginas perguntando-se se o que está a ler será mesmo verdade. Será? Descubram por vocês mesmos.

Trailer do filmes: O Código Da Vinci

Próximo livro da saga: O Símbolo Perdido (Robert Langdon #3).

Outros livros que li do autor: Anjos e Demónios (Robert Langdon #1); O Símbolo Perdido (Robert Langdon #3); Inferno (Robert Langdon #4)

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Mark Presley.

Na Sombra da Paixão #11

Autor: J. R. Ward

Saga: Irmandade da Adaga Negra

Título Original: Lover at Last

Ano de Publicação: 2013

Editora Portuguesa: Casa das Letras

Editora Original: New American Library

Nº de páginas: 712

Sinopse: Qhuinn, filho de ninguém, habituou-se a estar por sua conta. Expulso da linhagem e rejeitado pela aristocracia, encontrou finalmente uma identidade como um dos mais impressionantes combatentes na guerra contra a Sociedade dos Minguantes. Contudo, a sua vida não está completa. Mesmo perante a perspetiva de vir a ter a sua própria família, sente-se vazio por dentro e entregou o coração a outra causa…
Depois de anos de amor não correspondido, Blay ultrapassou os sentimentos por Qhuinn. E já não era sem tempo: o macho encontrou a parceira perfeita numa fêmea Escolhida, e vão ter um filho – aquilo que Qhuinn sempre quis. É difícil imaginá-los como casal, mas quando se constrói uma vida em torno de um sonho vão, o sofrimento está sempre ao virar da esquina. Algo que o guerreiro aprendeu por si próprio.
O destino parece ter levado os dois vampiros soldados por caminhos diferentes, mas com o recrudescer da batalha pelo trono, e com novos atores em cena em Caldwell a criarem mais riscos para a Irmandade, Qhuinn acaba por descobrir a verdadeira definição de coragem e dois corações que devem ficar juntos acabam por fim por se tornar num só.

J. R. Ward – Ediciones Pàmies
J. R. Ward

Opinião: Formada em Direito, J. R. Ward vive no sul dos Estados Unidos da América com o seu marido, onde escreve os seus livros que nos oferecem tantas horas de imenso prazer em forma de letras (muito prazer).

Na Sombra da Paixão é o 11ºlivro da saga Irmandade da Adaga Negra que já conta com 17 livros e em Portugal já foram editados 16 livros.  A saga já conta também com um “spin-off” , Black Dagger Legacy, que já conta com 4 livros, mas nenhum ainda editado em Portugal. Esta saga conta a história de uma batalha entre vampiros, criados por Virgem Escrivã, e Minguantes, uma extensão de uma força obscura e antagónica de Virgem Escrivã, Ómega.  Cada livro conta a história de um casal diferente, dá-nos acesso à evolução dos casais formados em livros anteriores, oferece capítulos com o início da história dos próximos casais como ainda o decorrer da guerra com altos e baixos.

Neste 11º livro é a vez da história de Blay e Qhuinn, dois melhores amigos que surgiram logo nos primeiros livros desta saga. Este é o primeiro relacionamento homossexual e estava muito curioso para ler como a autora iria desenvolver esta história que nos últimos livros atingiu uma tensão intoxicante e sexualmente poderosa. Para mim, o maior foco foi Qhinn, quem a luta contra o preconceito e sentimentos em relação a Blay o torturam ao longo das páginas. Este último resolveu batalhar contra o que sentia por Quinn e tentar não magoar-se ainda mais. A falta de comunicação entre os dois deixou-me diversas vezes com vontade de gritar para as páginas, pois bastaria Blay abrir a boca mais cedo para ele e Quinn terem o seu final feliz logo a meio do livro. Como disse, Quinn foi o foco por ser aquele que teve de passar por maior transformação, além de lidar com a gravidez problemática de Layla e o surgimento de alguém que jurava morto que os Minguantes mantinham escondido. Adorei o facto de ter acesso às raízes de Blay, neste caso os seus pais, personagens acolhedores e empáticas.

Neste livro a guerra contra a Sociedade dos Minguantes continua, com um novo Minguante Mor mais astuto e esperto que os antecessores. Algo me diz que este Minguante vai trazer muitos problemas.  O Bando dos Bastardos continua nas suas caças pela noite e a esperar uma retaliação da Irmandade após o atentado a Wrath. Certos capítulo temos acesso a Xcor, Chefe dos Bastardos, e a sua história com Layla. Sem dúvida que há um livro com estes dois ( A Escolhida #15) e estou desejoso de o ler , pois Layla e Xcor estão em frentes diferentes da guerra entre a Irmandade e o Bando dos Bastardos, respetivamente. Uma relação entre ambos criará muitos momentos explosivos nesta saga, ainda por cima estando Layla grávida de Quinn.

Alguns capítulos retornam à prespetiva de Wrath, o Rei Cego, protagonista do primeiro volume da saga (Na Sombra da Noite#1). Leis a serem alteradas, uma  aristrocracia insatisfeita com o reinado do Rei, traições. Por alguma razão o seguinte livro da saga (O Rei #12) retoma a história de Wrath e Beth. Muitos capítulos são dispensados para introduzir os irmãos Trez e iAm que também tem um livro para si (Os Sombras #14). São apresentados neste livro, Assail e Sola, personagens que inicialmente me deixaram um pouco à deriva qual o seu papel na história. Assail assumiu-se como o novo controlador no mundo do crime após a partida de Revhenge (Na Sombra da Vingança #7) e Sola é uma espia contratada para o espiar. A tensão sexual é rápida desde do primeiro encontro de ambos e ja tem um livro só para si (A Ladra #16), além de Assail coloca em prática um plano ardiloso e perigoso para enriquecer ao aceitar ser o fornecedor de drogas do novo Minguante Mor e ainda recusar-se estar presente na Assembleia após o atentado contra Wrath na sua propriedade.

É um livro que tem a história principal de Blay e Qhuinn e ao mesmo tempo muitas outras histórias paralelas a serem desenvolvidas e a ampliar mais o mundo desta saga. O facto de existir imensa história por vezes, mais no ínicio da leitura, fez-me ficar um pouco confuso e quase que roubava o protagonismo das personagens principais. Quase.

O estilo da autora permanece o mesmo atraindo-nos para este universo de tensão, perigo, sexo, paixão e sofrimento. Continua a ser das minhas sagas favoritas e são de leitura obrigatória para mim, embora tão caros! Ward começou a alargar o mundo da Irmandade, desde que introduziu o Bando dos Bastardos, para dar continuidade à saga (penso eu).

Desde batalhas, cenas sexuais de revirar os olhos e descrições cruas, este livro, assim como toda a saga vale a pena ler diversas vezes até os vossos olhos saltarem. Recomendo! E muito!

Próximo Livro da saga: O Rei (IAN #12).

Outros livros que li da autora: Na Sombra da Noite (Irmandade da Adaga Negra #1); Na Sombra do Dragão (Irmandade da Adaga Negra #2); Na Sombra do Pecado (Irmandade da Adaga Negra #3); Na Sombra do Desejo (IAN #4); Na Sombra do Sonho (IAN #5); Na Sombra do Amor (IAN #6); Na Sombra da Vingança (IAN #7); Na Sombra do Destino (IAN #8); Na Sombra do Perigo (IAN #9); Na Sombra da Vida (IAN #10); O Rei (IAN #12); Os Sombras (IAN #13); A Besta (IAN #14).

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Mark Presley.

Anjos e Demónios #1

Autor: Dan Brown

Saga: Robert Langdon

Título Original: Angels and Demons

Ano de Publicação: 2000

Editora Portuguesa: Bertrand Editora

Editora Original: Transworld Publishers

Nº de páginas: 688

Sinopse: Quando um famoso cientista do CERN é encontrado brutalmente assassinado, o professor Robert Langdon é chamado para identificar o estranho símbolo gravado no seu peito. A conclusão é avassaladora: a marca é de uma antiga Irmandade chamada Iluminati, supostamente extinta há séculos e inimiga da Igreja Católica. Em Roma, o Colégio dos Cardeais está reunido para eleger um novo Papa quando se apercebe do rapto de quatro cardeais, ao mesmo tempo que a Guarda Suíça é informada de que uma perigosa arma está na cidade do Vaticano com o propósito de a destruir. Robert Langdon – quem não o conhece? – ajudado desta vez por Victoria Vetra, cientista do CERN, procura desesperadamente a antimatéria no meio das intricadas pistas deixadas pelos Iluminati, lutando contra o tempo para salvar o Vaticano.

Dan Brown – Wikipédia, a enciclopédia livre
Dan Brown

Opinião: Estava muito curioso para ler algum livro de Dan Brown, já que a fama o segue. Por isso, resisti em ver não ver os filmes e lá consegui comprar alguns livros de Brown por um preço razoável. Pela pesquisa que fiz, Anjos e Demónios dá início a esta saga com a personagem fictícia, Robert Langdon, professor de simbologia. Contudo, pelo que percebi, qualquer livro pode ser lido, pela ordem que o leitor bem entender, mas pronto eu gosto de seguir a ordem cronológica.

Este livro começa com um homicídio brutal, e toda a história  se desenrola com um toque subtil, mas grotesco, de violência. Envolvendo ciência e tecnologia altamente avançada  e fazendo vacilar as bases da religião, Brown transporta-nos de capítulo para capítulo, sugando-nos para a trama. Como o consegue? Este autor é muito inteligente! Primeiro, os capítulo são curtos e parece estar sempre a acontecer algo novo, seja em ação ou informação, quando por vezes passamos quase 20 capítulo sem sair da mesma cena! Segundo, os temas religião e ciência, aparentes inimigos ao longo de toda a História da Humanidade, quando o segundo só desvenda o mistérios da primeira. Terceiro, o facto de o escritor nos fornecer um romance de ação e suspense baseado em factos históricos verídicos (por exemplo, quem são mesmo os Illuminati, o que são?), informações que por vezes ficamos literalmente de boca aberta ao descobrir e nos fazem perguntar “Será isto mesmo verdade? Ficção ou verídico?”.

Após um morte de um cientista e padre no CERN (Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, localizada na Suíça), Langdon vê-se entrelaçado pelo seu conhecimento acerca de simbologia, numa batalha contra o tempo para descobrir esta tal antimatéria, (consiste no inverso da matéria e as duas não podem coexistir, pois anulam-se uma à outra. O conceito de antimatéria foi proposto pelo físico inglês Paulo Dirac em 1928. Não existe na terra, embora seja considerada uma fonte de energia com 100% de rendimento, ainda não se conseguir produzir) roubada pelos Illuminati. Langdon vai sempre acompanhado pela filha adotiva do cientista assassinado, Victoria Vetra também ela cientista por quem, de forma muito leve, vai criando sentimentos de romance, lutando para encontrar esta arma totalmente destrutiva escondida algures no Vaticano.

Com reviravoltas e um final que remata bem todas as páginas lidas, esta obra lê-se num instante. Surpreendeu-me o gostar tanto das obras do autor, que vai dando aulas de história da ciência e religião e saber usar a verdade ara criar suspenses realmente surpreendentes. Estava um pouco cético, mas curioso, sobra as obras do autor e ainda bem que o li. Recomendo a quem gosta de ciência, religião ou até só mesmo de um bom suspense que nos leva a correr pelas ruas de Roma e pelos corredores do Vaticano.

Trailer do filme: Angels and Demons Movie

Próximo livro da saga: O Código DaVinci (Robert Langdon #2).

Outros livros que li do autor: O Código DaVinci (Robert Langdon #2); O Símbolo Perdido (Robert Langdon #3); Inferno (Robert Langdon #4)

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Mark Presley.

Fome de Fogo #2

Autor: Erik Axl Sund

Trilogia: As Faces de Victoria Bergman

Título Original: Hungerelden

Ano de Publicação: 2011

Editora Portuguesa: Bertrand Editora

Editora Original: Solomonsson Agency

Nº de páginas: 416

Sinopse: Os esforços de Jeanette Kihlberg para solucionar os casos dos meninos mortos são cerceados quando um homem de negócios é assassinado em Estocolmo, naquilo que parece ser uma morte ritualística. Alguns pormenores sugerem um ato de vingança. Mas vingança de quê?
Entretanto, Jeanette continua à procura da desaparecida Victoria Bergman e as suas investigações levam-na a um colégio interno de elite, bem como à Dinamarca e a acontecimentos do seu próprio passado. Por seu turno, a psicoterapeuta Sofia Zetterlund tenta encontrar-se a si própria. À semelhança do primeiro livro desta trilogia, somos confrontados com voltas e reviravoltas e um final absolutamente inesperado.

Erik Axl Sund - WOOK
Erik Axl Sund

Opinião: Erik Axl Sund corresponde ao pseudónimo de dois autores suecos Jerker Erikson e Håkan Axlander Sundquist, autores da trilogia As Faces de Victoria Bergman, romances negros e distorcidos, por vezes até tão macabros com as suas descrições perturbadores e másculas da mente do ser humano e o seu lado mais obscuro.

Depois de imensos anos, finalmente tive a oportunidade de ler o segundo livro que dá seguimento à história de Jeanette, Sofia e Victoria, que terminou no primeiro livro, A Rapariga Corvo, de forma abrupta e inesperada, deixando o leitor quase confuso.

Este segundo livro inicia-se momentos após o fim do primeiro livro, revelando que o que eu pensava que iria ser momento trágico para a própria Jeanette, termina por se resolver de forma suave e mais uma vez Victoria/Sofia escapam entre os dedos de Jenneate.

Enquanto Jeanette continua a investigar a morte das crianças ilegais e vai encontrado ligações entre os horrorosos homicidios que assolam Estocolmo, existe só um nome que a sua intuição grita que irá ajudar-lhe a resolver este caso :Victoria Bergman, mal sabendo que a pessoa que procura é a mesma com quem partilha a sua intimicidade.

Neste livro, dá-mos entrada num mundo mais “psiquiátrico”. Assistimos à luta de Sofia em conseguir tréguas com o seu outro Eu, à medida que vamos explorando o passado de Victoria e compreendendo as mudanças de personalidade em Victoria e a divisão de uma mente brilhante em duas tão opostas, destroçada por uma educação marcada por um pai abusador e violações. À medida que o cerco se aperta à volta de Victoria, e Jeanette intensifica a sua investigação privada e pessoal, para encontrá-la, Sofia tenta encontrar e estabelecer medidas para conviver com Victoria e intregá-la como um todo, explorando a sua mente à procura de respostas para definir-se, ao mesmo tempo que os seus lapsos no tempo acontecem mais frequentemente e se vê perdida entre contar toda a verdade a Jeanette ou manter tudo em segredo, mesmo que isso implique ceder aos impulsos de Victoria.

Embora mais calmo que o primeiro, foi com um enorme prazer que dei continuidade à leitura desta trilogia. Os autores, na sua escrita máscula, escrupulosamente descritiva e macabra, envolvem-nos neste mundo de temas perturbadores que nos fazem ficar agarrados ao livro, ao mesmo tempo que só o queremos fechar depois de acabarmos um capítulo de cenas e descrições perturbadoras para uma pessoa sã (que não o sou!).

Não recomendo este livro a quem gosta de ver o mundo pintado de rosa e salpicado de pós de fadas ou a pessoas sensíveis a temas pesados ou relacionados a doença mental e pedofilia e homicídios. Contudo, para quem gosta de um bom romance de ficção policial, aqui encontram uma excelente conjugação.

Próximo livro da trilogia: As Instruções da Pitonisa ( Trilogia as Faces de Victoria Bergman #3).

Outros livros que li dos autores: A Rapariga Corvo (As Faces de Victoria Bergman #1).

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Mark Presley.

A História de Lisey

Autor: Stephen King

Título Original: Lisey`s story

Ano de Publicação: 2006

Editora Portuguesa: Bertrand

Editora Original: The Lotts Agency

Nº de páginas: 672

Sinopse: Há dois anos que Lisey perdeu o marido, Scott Landon, um romancista premiado e bem-sucedido, mas com uma personalidade muito complicada. Logo no início da sua relação, descobriu que havia um sítio para onde Scott ia – um sítio que o aterrorizava e o regenerava ao mesmo tempo, um local que podia consumi-lo ou dar-lhe as ideias de que precisava para viver. Durante os vinte e cinco anos em que estiveram casados, Lisey conviveu com os fantasmas que o atormentavam mas, agora que o marido morreu, cabe-lhe a ela enfrentar os demónios de Scott.
E o que começa por ser o esforço de uma viúva para organizar os trabalhos deixados pelo seu famoso marido depressa se transforma numa perigosa viagem às trevas em que ele vivia.

Os 10 melhores livros de Stephen King segundo seus fãs - Blog da TAG
Stephen King

Opinião: Para quem não conhece, Stephen King, para mim e muitos outros, é o grande Mestre do Terror. Desde do primeiro livro que li de King que me tornei um fã instantâneo da sua escrita e histórias sombrias peculiares com um toque especial macabro.

Neste livro, um dos melhores que já li de King, e até agora o melhor, temos a história de Lisey, viúva de um escritor famoso que tem encarregue várias obras inacabadas e o restante trabalho do marido para arrumar e decidir o que fazer. A história acontece no presente quando várias editoras e professores insistem para Lisey entregue o restante trabalho de Scott. Contudo, Lisey não está preparada para o fazer, mas há quem não queira esperar mais tempo. Enquanto luta para sobrevive a um fanático fã de Scott que quer as suas obras e cuida de uma irmã doente mental, o escritor vai nos envolvendo nesta obra maravilhosa –  um romance fantástico com o toque especial de terror que caracteriza King.

Mas obra é muito mais! Ao longo dos capítulos vamos pulando entre a atualidade e as recordações que Lisey tem de Scott. Descubrimos que, embora Scott fosse um autorbestsseller com imensos prémios e reconhecido mundialmente, foi a sua esposa que o salvou do seu mundo loucura, passado familiar marcado e dos seus demónios. Stephen King desenvolve o passado deste casal  e dos momentos marcantes da sua história até à morte de Scott.

Uma das características próprias que mais adorei nesta obra foi a linguagem criada por Scott e o seu mundo para onde fugia e ia buscar ideias para os seus livros, mas que o assombravam, mundo esse que só Lisey conseguia aceder, receava e conhecia e que foi a sua salvação no fim.

Este livro marcou-me e durante muitos dias pensei em Lisey, na sua personalidade forte e resiliência para enfrentar os demónios de Scott quando este já partira, proteger-se e ainda de ser o pilar de sustente na relação entre as irmãs, personagens tão estranhas e únicas.

A História de Lisey, traz-nos um romance diferente e único com o processo de luto e a resolução de conflitos extraórdinarios. Arrastando-se a obra entre o romantismo e o terror, o livro dá ao leitor um abraço romântico que nos envolve com a loucura de Scott em que Lisey vivia e onde aprendemos muitas lições sobre uma vida de duas pessoas que amaram os defeitos de cada uma.

PS: Também quero um lago onde possa ir buscar as minhas ideias!

Outros livros que li do autor: O Retrato de Rose Madder; Misery; Metade Sombria; Boleia Mortal; Bem Vindos a Joyland; A Hora do Vampiro; A Cúpula I.

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Mark Presley.