Os Filmes que Tenho Visto Nestes Tempos! – Parte I

1917

Género: drama, guerra

Ano de lançamento: 2019

Diretor: Sam Mendes

Elenco Principal: Dean-Charles Chapman, George MacKay e Daniel Mays

Classificação IMBD: 8,4

Sinopse: 6 de abril, 1917. Enquanto um regimento reúne-se para travar uma guerra nas profundezas do território inimigo, dois soldados são designados para correr contra o tempo e entregar uma mensagem que impedirá 1.600 homens de caminharem diretamente para uma armadilha mortal

Opinião: Este filme ganhou 3 Óscar (Best Achievement in Cinematography, Best Achievement in Visual Effects e Best Achievement in Sound Mixing), além de ter ganho outros 109 prémios e recebido 160 nomeações.

Este é um filme muito bem feito, na parte técnica, e invulgar. Pois enquanto maior parte dos filmes vão mudando o plano de gravação, neste filme é a câmara que segue o ator, como se de uma só filmagem se tratasse. Esta técnica consegue colocar uma carga mais pessoal e profunda num tema já de si profundo. Apesar de ser sobre a guerra, este filme não mostra a guerra em si, mas mais o seu após e o ambiente letal, sujo, desumano, repleto de feridos e cadáveres. Mostra também a relação entre os soldados e a sua humanidade, pois não passam mesmo disso, humanos.

O filme não tem nada de reviravoltas. Trata-se, de um forma simples, de 2 soldados que tem como missão sair de um ponto e conseguir percorrer o território inimigo e fazer chegar uma mensagem aos seus companheiros num outro ponto. Gostei imenso do filme por ser diferente e dar uma profundidade humana a este tema.

Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn

Género: ação, aventura e crime

Ano de lançamento: 2020

Diretora: Cathy Yan

Elenco Principal: Margot Robbie, Rosie Perez, Mary Elizabeth Winstead

Classificação IMBD: 6,3

Sinopse: Depois de se separar do Joker, Harley Quinn junta-se aos super-heróis Black Canary, Huntress e Renee Montoya para salvar uma jovem rapariga de um maquiavélico lorde do crime.

Opinião: Este foi o meu filme favorito da DC, gostei ainda mais que Wonder Woman. Este filme é uma história distorcida contada na perspetiva da própria Harley imediatamente após a sua separação com Joker, o que desperta muitos vilões que, agora que não está sobre a asa de proteção de Joker, colocam um alvo sobre as suas costas para se vingarem de todo o mal que Harley lhes causou (não esquecer que Harley é uma vilã).

O aspeto mais importante a realçar e o melhor do filme é a performance da atriz principal, Margot Robbie, na representação de Harley. Simplesmente fenomenal. Desde da parte física, movimentos, expressões faciais, tom e voz e a loucura no seu olhar. Não imagino nenhuma outra atriz para fazer o papel de uma psicóloga que se torna uma psicopata sem controlo. Os meus parabéns para Margot Robbie e o seu empenho!

O filme não tem muitos efeitos especiais, mas o filme torna-se autêntico e brutal com o trabalho de um elenco excelente, a personagem Harley e o enredo simples, cheio de clichés (no bom sentido) que as própria personagens fazem questão de fazer o expetador perceber que sabem que estão a ver mais um cliché, mas elas podem e vão usá-los na mesma. Tem, também, imensa ação e humor negro misturado. Dos melhores produções da DC, depois de Wonder Woman.

The Invisible Man

Género: terror, mistério e ficção científica

Ano de lançamento: 2020

Diretor: Leigh Whannell

Elenco Principal: Elisabeth Moss, Oliver Jackson-Cohen, Harriet Dyer

Classificação IMBD: 7,2

Sinopse: Quando o ex abusivo de Cecilia se suicida e lhe deixa a sua fortuna, ela começa a suspeitar que a morte dele foi só uma distração. Enquanto uma série de coincidências e eventos estranhos se tornam cada mais letais, Cecilia esforça-se para provar que está a ser atormentada por alguém que ninguém consegue ver.

Opinião: Bem o trailer por si já me deu vontade de ver o filme, mas a razão que verdadeiramente me levou a ver o filme foi a atriz principal, Elisabeth Moss, pelo seu trabalho extraordinário na série Handmaid`s Tale.

A história é uma excelente adaptação realística do Invisible Man ao mundo real. O diretor aborda a violência e abuso doméstico de um modo muito equilibrado e perturbador, criando um enredo muito perfeito para o desenrolar do filme.

O filme valeu cada minuto dispensado para assistir. Desde da atriz e do seu empenho excelente, desde da lufada de ar fresco no género, pelos momentos inesperados e por um ou outro salto no sofá (ahahah) que interrompem o suspense que é o meio envolvente de todo o filme.

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Mark Presley.

A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo #2

Autor: Stieg Larsson

Saga: Millennium

Título Original:  Flickan Som Lekte Med Elden

Ano de Publicação: 2006

Editora Portuguesa: Oceanos

Editora Original: Norsteds

Nº de páginas: 616

Sinopse: Neste segundo volume da trilogia Millennium, Lisbeth Salander é assumidamente a personagem central da história ao tornar-se a principal suspeita de dois homicídios. A saga desenvolve-se em dois planos que se complementam e só a solução do primeiro mistério trará luz ao segundo:  Há que encontrar os responsáveis pelo tráfico de mulheres para exploração sexual para se descobrir por que razão Lisbeth Salander é perseguida não só pela polícia, mas por um gigante loiro de quem pouco se sabe.

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Stieg Larsson

Opinião: Stieg Larsson foi jornalista e editor da revista Expo e um dos melhores peritos mundiais no estudo de movimentos antidemocráticos, extrema-direita e nazis. Morreu subitamente em 2004, aos 50 anos, deixando por publicar os primeiros 3 volumes da trilogia Millennium, um sucesso mundial.

Que estrondo de livro! Se já tinha adorado o primeiro, então este segundo volume que dá continuação à saga Millennium adorei a dobrar. Com um história totalmente diferente do primeiro volume, com novos enredos, uma nova trama intensa e num cenário incrível, Larsson imerse os seus leitores numa investigação tão profunda, perturbante e poderosa.

A história inicia-se meses depois dos acontecimentos do último livro. Mikael está de volta à Millennium e imerso no seu trabalho e numa nova relação (que me surpreendeu) quando a Millennium é escolhida por um casal, Mia e Dag, que investigam o tráfico de mulheres para exploração sexual com repercussões a nível político e legal. Promete ser a próxima edição bombástica da revista Millennium. Lisbeth anda a viajar, tendo cortado o contacto com todos os que conhecia. Ao voltar para Estocolmo e começar a envolver-se secretamente no projeto de Mikael, mal sabia que seria lançada aos lobos e dada como principal suspeita do homicídio de 3 pessoas.

Enquanto no primeiro livro houve um maior foco no jornalista Mikael Blomkvist, este sendo centra grande parte do seu foco na hacker Lisbeth que terá de enfrentar a maior investigação se quer sobreviver. Se pensava que conhecia Lisbeth, o escritor atirou-me para trás enquanto nos vai lançando majestosamente pormenores sobre o passado rebelde, estranho e atormentado de Lisbeth.

Enquanto vamos interligando a Millennium, os homicídios e a própria Lisbeth, o livro descreve de forma muito descritiva, máscula e intensa os crimes de trafico de mulheres e até onde as suas ramificações podem chegar a pessoas que, supostamente, estão em altos cargos públicos para o impedir. É exposto a cada página as falhas na política, sistema de justiça e legal e policial.

Este livro é uma obra prima do género literário. É tudo o que digo.

Trailer do filme A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo

Próximo livro: A Rainha no Palácio das Correntes de Ar (Millenium #3)

Outros livros que li da autor: Os Homens que Odeiam as Mulheres (Saga Millennium #1)

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Mark Presley.

Endgame Novel

Endgame – A Chamada #1

Autor: James Frey, Nils Johnson-Shelton

Saga: Endgame

Título Original: The Calling

Ano de Publicação: 2014

Editora Original: HarperCollins

Nº de páginas: 464

Sinopse: Eles chegaram à Terra há 12 mil anos. Vieram dos céus e criaram a humanidade. Quando se foram embora deixaram um aviso: um dia iriam voltar… E quando voltassem, teria início o grande jogo, o Endgame. Ao longo de dez mil anos, as doze linhagens originais existiram em segredo, mantendo sempre, cada uma delas, um jogador preparado para entrar em ação a qualquer momento. O Endgame era sempre uma possibilidade, mas agora que eles voltaram, tornou-se uma realidade, e os doze jovens jogadores estão a postos para entrarem no grande jogo que decidirá o futuro do planeta e da humanidade. Só um pode vencer. Só a linhagem do vencedor será salva. Vence quem encontrar primeiro as três chaves escondidas algures na Terra. E é sobre a busca da primeira chave que se centra este primeiro livro da série.

Endgame – A Chave do Céu #2

Autor: James Frey, Nils Johnson-Shelton

Saga: Endgame

Título Original: Sky Key

Ano de Publicação: 2015

Editora Original: HarperCollins

Nº de páginas: 464

Sinopse: Endgame está aqui.
O mundo começa a desmoronar-se, a desintegrar-se, a enlouquecer. Ainda assim, os Jogadores continuam a jogar. A Chave da Terra foi encontrada. Restam duas chaves – e nove Jogadores. Há que encontrar as chaves mas apenas um Jogador pode vencer.
Aisling Kopp está em Queens, Nova Iorque e pensa ter encontrado uma forma de interromper o Jogo. Hilal ibn Isa al-Salt escapou por pouco a um ataque que o deixou terrivelmente desfigurado mas agora sabe algo que os outros Jogadores não sabem. Sarah Alopay encontrou a primeira chave, aliou-se a Jago e estão a vencer. Mas conseguir a Chave da Terra teve graves consequências para Sarah.
A Chave do Céu – onde quer que esteja, o que quer que seja – é o que se segue. E os restantes nove Jogadores vão fazer de tudo para conseguir encontrá-la.

Endgame – Rules of the Game #3

Autor: James Frey, Nils Johnson-Shelton

Saga: Endgame

Ano de Publicação: 2016

Editora Original: HarperCollins

Nº de páginas: 464

Sinopse: The revolutionary Endgame trilogy concludes in this explosive finale to the series. One key remains—can the Players find it before the end of the world?

The strongest are left. One final key remains. The fate of the world is in their hands.

The world of Endgame is populated by twelve ancient bloodlines. In each line, a Player trains for a catastrophic event that has not yet happened—until the Calling. Once they were called, the Players set off on a journey in search of three ancient keys that will save not just their line, but the world. Two keys have now been found, and the remaining Players must find the final key—before Endgame brings about the ultimate destruction.

James Frey e Nils Johnson-Shelton - Intrínseca
James Frey e Nils Johnson-Shelton

Opinião: Comecei  esta trilogia, ainda estava no secundário e só agora a estou a terminar! Posso dizer que foi uma amiga que me aliciou a comprar esta trilogia a lê-la. Até me convenceu a ler os livros em inglês!

Quando li a sinopse do primeiro livro fiquei um pouco reticente, mas li-o. Posso dizer agora que não me arrependo e que gostei bastante da trilogia em si.

Falando da trilogia. Então, a humanidade foi criada, supostamente, por seres alienígenas há milhares de anos. Dessa criação, surgiram 12 linhagens humanas. Estes seres, The Makers, antes de partirem do nosso planeta afirmaram que, a qualquer momento, poderia se iniciar um jogo, o Endgame. Nisto, cada linhagem deveria ter sempre disponível um jogador, com idades entre os 13 e os 20 anos, para jogar. O vencedor do Endgame decidiria qual a linhagem a sobreviver após um evento catastrófico.

O primeiro livro, A Chamada, inicia-se então com a queda de vários meteoritos ao longo do globo que servem de aviso para os 12 players de cada linhagem de que o se iniciou o Endgame. Para completar o jogo e salvar a sua linhagem, os jogadores deverão encontrar 3 chaves – Earth Key, Sky Key e Sun Key. O primeiro livro debruça-se sobre a busca da primeira chave, e os seguintes livros sobre as outras chaves.

Em A Chamada os 12 jogadores estão mais focados em descobrir a chave, mas há sempre imprevistos – alianças perigosas, obsessões, inimigos perigosos, corações traiçoeiros e motivos diferentes. Vemos os vários jovens a saltar de país em país, num jogo mortífero para salvarem a sua linhagem, sem pensar nos custos. Mas eles são jovens e é em A Chave do Céu, que questões começam a ser levantadas – e se pudessem parar o Endgame? E se os Makers pudessem ser desafiados?. É então que em Rules of The Game, após a queda, com isto refiro a morte, de vários jogadores, 3 alianças formam-se para parar, matar ou salvar. Confuso, não é? Mas num lado temos um jogador a querer vingança pela morte trágica da sua amada; noutro outro com duas chaves e prestes a terminar o Endgame; e noutra uma aliança entre vários jogadores para salvar uma das Chaves ( que é uma pessoa!) e impedir o Endgame.

A escrita é muito à base de descrições das ações e dos locais, assim como do desenrolar da ação. Os capítulos são curtos o que nos leva a saltar de capítulo para capítulo para saber-os mais. Temos imensos jogadores e todos diferentes entre si, mas os que mais se destacam e tem uma personalidade mais marcantes são: An, Chioko, Sarah, Jago e Hilal.

O último livro foi o que mais gostei e o mais mortal! Depois da morte inesperada da minha personagem favorita, este último livro ceifa a vida de vários jogadores que eu não esperava mesmo nada. O final, embora com um toque de tragédia, é , intuitivamente, o esperado, mas agradou-me, pois a descrição final dos sobreviventes e do estado do planeta foi cativante e quando li as últimas palavras e fechei o livro, fiquei com vontade de saber.

Este é livro para aqueles amantes de ficção científica juvenil, com descrições leves e bem sucintas que se lêem num abrir e fechar de olhos.

Importante avisar! Estes livros não são só livros! Os autores criaram um concurso/puzzle para que os fãs, pudessem resolver em tempo real, deixando pistas nos livros, como imagens, códigos, equações e links para os fãs poderem resolver. Atualmente, ainda está a decorrer a nível internacional este concurso. O vencedor ganha, em ouro, meio milhão!

Ps:. Li esta trilogia em inglês. O motivo para a sinopse do terceiro livro estar em inglês, é porque ainda não saiu em Portugal.

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Mark Presley.